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Design Patterns: conheça e saiba como utilizar

Design Patterns: conheça e saiba como utilizar

A profissão de programador envolve uma série de desafios diariamente, e em alguns deles, você precisará quebrar a cabeça para resolvê-los. Entretanto, há muitos casos em que outros profissionais podem ter passado pelas mesmas situações e criado resoluções para elas.

Essas soluções são chamadas de Design Patterns, e além de serem acessíveis, elas também garantem uma série de vantagens para o código do programador. Atualmente, há um extenso catálogo de padrões que podem ser utilizados a qualquer momento por você.

Continue a leitura do nosso artigo até o fim e entenda com mais detalhes o que são Design Patterns, como eles surgiram, quais os tipos e como você pode utilizá-los!

O que são Design Patterns?

Os Design Patterns — ou “padrões de projeto”, em português — são soluções que já foram aplicadas e comprovadas por outros programadores para a resolução de situações comuns, e que você poderá utilizar para resolver os mesmos problemas.

Ou seja, ao invés de ter que criar uma nova solução e programar diversas linhas, você pode optar por um padrão, que eleva o nível do código, tornando-o bem estruturado e fácil de alterar. Dessa forma, ao mesmo tempo em que se tem menos trabalho, também é possível diminuir a chance de erros.

Os Design Patterns permitem que os desenvolvedores utilizem soluções já testadas e aprovadas por outros profissionais.

Essas soluções estão diretamente ligadas ao paradigma de padrões de objeto, e seu foco está justamente na reutilização. Ao utilizá-los, é possível acelerar o processo de desenvolvimento de softwares e padronizar o tipo de solução, criando um código fonte mais limpo e acessível para outros profissionais quando necessário. 

Como surgiram os Design Patterns?

A história dos Design Patterns começa ainda no final da década de 1970, quando um grupo de desenvolvedores publicou o livro “A Pattern Language: Towns, Buildings, Construction”, que visava padronizar as soluções de mais de 250 problemas em projetos.

Nos anos seguintes, a ideia foi sendo expandida e desenvolvida por muitos outros pesquisadores, mas foi em 1994, que o grupo de programadores conhecidos como Gang of Four (GoF) publicou o livro “Design Patterns” e popularizou essas soluções. Na obra, eles catalogaram 23 padrões diferentes e os dividiram em três tipos, facilitando ainda mais a vida dos desenvolvedores. 

Desse ponto em diante, os padrões de projeto se expandiram por todo o mundo, e até hoje há conferências e novas publicações que estudam o assunto. Também por essa razão, atualmente, há catálogos com uma imensa variedade de padrões que podem solucionar problemas específicos, todos à disposição dos programadores.

Quais são os tipos de Design Patterns?

Como mencionamos, os programadores do Gang of Four dividiram os padrões de projeto em três categorias, sendo elas criacionais, estruturais e comportamentais. Essa divisão às vezes é chamada de GoF em alusão aos seus criadores.

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Abaixo, explicamos um pouco mais sobre cada uma. Confira!

Padrões Criacionais (Creational Patterns)

São aqueles padrões que resolvem problemas relacionados à criação de objetos, tornando o sistema independente de como determinado objeto foi criado. Seu princípio é: programe para interface e não para implementações

Alguns dos principais tipos de Padrões Criacionais são:

  • Builder: utilizada na criação de um objetos em classe em que os construtores são muito longos;
  • Abstract Factory: permite a criação de famílias de objetos relacionados ou dependentes sem ter que explicar as classes;
  • Prototype: permite a criação de novos objetos utilizando o formato de um objeto existente;
  • Factory Method: permite a criação de objetos com alta flexibilidade 

Padrões Estruturais (Structural Patterns)

Lidam com a relação entre os objetos e como eles interagem entre si para formarem itens mais complexos, facilitando o design. Dessa forma, é possível criar uma nova funcionalidade a partir de diversos objetos já existentes. Os principais tipos são: 

  • Bridge: separa uma abstração de sua implementação, permitindo que elas funcionem e tenham variações independentes; 
  • Adapter: converte a interface de uma classe em outra interface direcionada ao cliente;
  • Composite: compõe os objetos em árvores estruturais para representar as hierarquias, permitindo que os clientes tratem os objetos uniformemente;
  • Flyweight: otimiza o espaço ao compartilhar pequenos recursos, o que permite a utilização de diferentes objetos similares de forma eficiente.

Padrões Comportamentais (Behavioral Patterns)

São aqueles padrões voltados aos algoritmos, que tratam da interação entre os objetos ou classes por meio da hereditariedade. Os mais comuns utilizados são:

  • Strategy: separa no código o que muda do que não muda, e dessa forma, não trava nem danifica a aplicação quando é preciso fazer alguma mudança;
  • Observable: define uma dependência entre um objeto e um conjunto de objetos para que, quando haja uma alteração todos os outros objetos saibam estejam informados sobre o que foi modificado;
  • Chain of Responsibility: transmite as requisições por uma cadeia até que outro objeto possa lidar com ela;
  • Mediator: como o nome sugere, visa mediar a forma como os objetos interagem entre si e simplificar essa relação.

Quando utilizar Design Patterns?

Ao compreender a importância dessas ferramentas, a grande questão por trás dos Design Patterns é quando utilizá-los. Afinal, todos os dias nos deparamos com problemas que podem ser os mesmos de outros programadores.

Em um primeiro momento, você deve pensar se o projeto em que você está trabalhando tem outras soluções descomplicadas. Pense também se, ao aplicá-las, o restante do time conseguirá mexer no código sem que isso gere problemas, seja para eles ou para a própria aplicação.

O desenvolvedor precisa de discernimento para saber quando utilizar Design Patterns.

Se você estiver preso aos Design Patterns, isso pode significar que você não está se desenvolvendo e nem buscando outras soluções. Da mesma forma, o excesso de padrões pode tornar o código raso e resultar em problemas.

Para que você saiba qual o momento certo de usá-los, é preciso que você conheça esses padrões na prática e tenha afinidade com eles, e da mesma forma, esteja sempre em contato com o seu time para encontrar a melhor e mais rápida solução.

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