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Storytelling com Dados: como funciona e como fazer passo a passo

Storytelling com Dados: como funciona e como fazer passo a passo

Pare e pense: se você tivesse grande quantidade de dados sobre o projeto em que está trabalhando, e tivesse que apresentá-lo aos seus colegas de trabalho de forma clara e útil, o que você priorizaria? De que forma você eliminaria o que é irrelevante?

É a partir desse tipo de questionamento que surge o conceito de Storytelling com Dados, uma técnica que se utiliza de diferentes elementos para a visualização de dados com a finalidade de transmitir informações importantes e que possam ser utilizadas na tomada de decisões.

Quer se aprofundar nesse tema? Continue a leitura até o fim e saiba mais sobre como funciona o Storytelling com dados e como é possível utilizá-lo em suas tarefas, apresentações e relatórios!

O que é Storytelling com Dados?

É possível definir Storytelling com Dados (ou Data Storytelling) como uma forma de transmitir dados utilizando técnicas narrativas em conjunto com elementos visuais. Seu objetivo é simplificar a análise de grandes quantidades de informação e fornecer insights para a tomada de decisões.

O conceito surgiu a partir do livro de mesmo nome, escrito por Cole Nussbaumer Knaflic. Segundo a autora, “ter todas as informações do mundo na ponta dos dedos não faz com que seja mais fácil de se comunicar, e sim mais difícil”. Por isso, precisamos associar os dados de forma inteligível e prática, para assim, entendê-los melhor.

Para compreender melhor como funciona esse processo, vamos entender todo o seu panorama. O avanço da tecnologia permite que os dados sejam adquiridos em grande volume, velocidade e variedade de formatos, e isso pode ser excelente para auxiliar na tomada de decisões. 

Entretanto, quanto mais informações tivermos à nossa disposição, maior costuma ser o trabalho para apresentá-las de forma clara, e que realmente esclarecedora, sem focar em ideias irrelevantes. Dentro do contexto corporativo, isso pode inclusive tomar tempo e dinheiro, e ainda não ter uma grande efetividade.

De encontro a esse problema, podemos afirmar que o ser humano é, naturalmente, um contador de histórias. Durante toda a vida, criamos e reproduzimos narrativas com o objetivo de explicar conceitos e facilitar a compreensão de certos acontecimentos. 

A solução, portanto, é estudar formas de utilizar técnicas textuais combinadas a elementos visuais para estruturar os dados, de forma com que eles sejam transmitidos de forma prática, rápida e legível para as outras pessoas.

Exemplo de Storytelling com Dados

Em seu livro, Cole reproduz gráficos de situações reais, e dá ideias sobre como é possível transmiti-los de maneira mais simples e objetiva. O exemplo abaixo diz respeito à tendência de tickets recebidos e processados de uma empresa de TI, e sua relação com a falta de funcionários. 

Imagem: Reprodução/John Wiley & Sons.

Esse primeiro gráfico traz algumas dificuldades de visualização, como a concentração de muitos números, textos muito extensos, barras horizontais e grande quantidade de informações em pouco espaço. Além disso, existe um problema muito grande: ele não diz nada sobre a relação entre os funcionários e os tickets.

Para facilitar a compreensão, Cole simplificou algumas dessas informações e criou um gráfico focado na resolução de problemas. Ela identificou que, a partir do mês de maio, dois funcionários se demitiram e eles nunca foram substituídos. Ao mesmo tempo, foi a partir desse mesmo período que ocorreu uma discrepância entre tickets recebidos e processados.

Em meio a esse cenário, ela criou um gráfico com uma chamada para a ação, com uma narrativa que corrobora a sua tese e explica os elementos visuais do gráfico. O resultado foi o seguinte:

Imagem: Reprodução/John Wiley & Sons.

Em ambos os gráficos, os dados são exatamente os mesmos. No primeiro caso, porém, há muitas informações irrelevantes e que não têm importância na resolução do problema da empresa. No segundo, é possível observar tudo de forma mais clara, e o storytelling é capaz de revelar os números em geral, como o problema começou, o porquê e qual a solução.

Como funciona o processo de Storytelling com Dados?

Em seu livro, Cole Nussbaumer Knaflic criou um modelo com cinco passos para auxiliar no processo de Storytelling com Dados, e que até hoje é seguido por muitos profissionais da área. Confira quais são e como utilizá-los:

1. Entender o contexto 

De nada importa tentar melhorar a forma de visualizar os dados se você não sabe qual o seu objetivo, já que um ponto está diretamente ligado ao outro. Portanto, antes de começar a parte prática, procure identificar essas questões no seu projeto. Isso inclui as famosas perguntas quem, o que e como

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Lembra-se do que falamos na introdução desse artigo sobre resumir dados em uma apresentação de três minutos? A partir do contexto, você saberá quais informações devem ser priorizadas, e o que pode ser diminuído ou descartado.

2. Escolher um visual efetivo

Há centenas de maneiras de se apresentar dados, e elas vão muito além de escolhas meramente estéticas. É importante entender que cada tipo de gráfico pode servir para alguma finalidade específica, e que tenha efetividade de acordo com o contexto. Se o seu objetivo é focar em apenas um dado, por exemplo, não há por que utilizar um gráfico, e é melhor apenas escrever por extenso. 

Já as tabelas são indicadas para casos em que há muitos elementos verbais, sejam muitos textos, números e/ou porcentagens. Nesse caso, é possível organizá-los de forma simplificada, utilizando recursos para chamar a atenção para informações importantes.

A escolha do visual correto é essencial para a compreensão da narrativa.

Já se a necessidade é focar em questões mais visuais ou abstratas, pode ser melhor utilizar gráficos. Assim, fica mais fácil comparar determinados parâmetros, ou observar a variação mês a mês. Evite o uso de gráficos de pizza ou em 3D.

3. Eliminar o ruído

Como estamos falando de grandes quantidades de dados, pode ser tentador incluir o máximo de informações em uma apresentação. Entretanto, isso acaba não agregando em nada e ainda pode confundir quem está visualizando. 

Na terceira etapa, portanto, você deve tirar a saturação de informações e manter apenas o que é essencial. Para isso, é preciso identificar o que é de fato útil e o que é ruído, e eliminar o que se encaixa neste grupo.

4. Chamar a atenção

O Storytelling com dados não é apenas sobre transmitir os dados, mas sim sobre contar uma história com eles. Por isso, se nada se sobressair no seu texto ou nos elementos visuais, seu interlocutor não vai compreender a narrativa que você quer transmitir.

Pensando nisso, é essencial que você utilize recursos para chamar a atenção. No caso do texto, estamos falando em negrito, sublinhado, itálico e tamanho da fonte. Já com relação ao design, os principais pontos são a disposição dos elementos e as cores.

Com relação a esse último ponto, é importante ter cuidado para não utilizar uma grande variedade de cores diferentes para não poluir a visualização. Nesse caso, prefira usar tonalidades diferentes de uma mesma cor.

5. Caprichar no Storytelling 

Agora que você já definiu tudo sobre a organização dos dados, é o momento de preparar sua apresentação! Afinal, se o seu intuito é transmitir essas informações para outras pessoas, também é importante que você considere a maneira como vai fazer isso.

Nessa etapa, o Storytelling será importantíssimo. Em seu livro, Cole Nussbaumer Knaflic sugere que a apresentação seja dividida em três partes, assim como é no teatro e no cinema: preparação, conflito e solução.

A apresentação também faz parte do Storytelling com Dados! Use elementos para construir uma história e convencer seu interlocutor.

Além disso, é essencial entender bem o seu público, e deixar claro como aquilo que você está apresentando pode ser a resposta para o problema que ele se propõe a resolver, incluindo quais são os próximos passos.

Aprenda sobre Storytelling com Dados

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