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Mínimo produto viável: entenda o conceito de MVP e como fazer o seu

Mínimo produto viável: entenda o conceito de MVP e como fazer o seu

Você já deve ter ouvido falar que “nada pode parar uma boa ideia”, e por mais interessante que esse pensamento seja, ele não é inteiramente verdade. Isso porque, em uma empresa, se uma ideia não for validada e não tiver uma boa execução, ela pode não servir de nada, e apenas gerar gastos desnecessários de tempo e dinheiro.

Essa é uma das razões por que é tão importante construir um Mínimo Produto Viável. Essa versão inicial do produto será eficiente para testar sua ideia e fazer correções antes de prosseguir com o desenvolvimento, aumentando as chances de sucesso.

Continue a leitura para entender melhor o que é um MVP com exemplos práticos e como fazer o seu!

O que é Mínimo Produto Viável?

O Mínimo Produto Viável, chamado muitas vezes de Minimum Viable Product ou simplesmente MVP é uma versão simplificada do produto ou serviço. Ele é lançado previamente como forma de validar a ideia com o público-alvo antes do lançamento de uma versão definitiva. 

Sua principal finalidade é evitar que um negócio gaste tempo e dinheiro com uma ideia que não será aceita pelo público. Antes, é possível identificar como as pessoas assimilam aquela ideia, se é viável e se é necessário fazer modificações.

O conceito de MVP como conhecemos foi criado em meados dos anos 2000 por Eric Ries, e popularizado uma década depois, principalmente pelas startups, que adotam essa filosofia para corrigir erros e identificar oportunidades de forma mais rápida.

Ele se opõe à ideia tradicional de criação de um produto. Até o século 20, como o mercado mudava mais lentamente e as possibilidades de testes eram mais limitadas, uma empresa poderia fazer pesquisas e demorar anos até desenvolver o produto que, quando ele fosse comercializado, a realidade e o comportamento dos clientes seria o mesmo. 

Hoje, porém, o mercado é muito mais volátil, e é preciso que a comprovação de uma ideia e seu desenvolvimento sejam próximos. Para evitar o gasto de tempo e dinheiro com algo ainda não validado, a solução é criar um modelo com as mínimas características necessárias, apenas para estudar seu comportamento com relação ao público.

Outro ponto positivo do MVP é acelerar a produção. Com um processo de testagem eficiente, você identifica com mais facilidade as fraquezas do seu projeto para corrigi-las durante o desenvolvimento, com mais rapidez e assertividade.

Exemplos de Mínimo Produto Viável

Já entendemos o que um MVP é em teoria, mas como ele funciona na prática? Não há regras que definem exatamente esse tipo de produto, mas é possível se basear em exemplos práticos para compreendê-los melhor.

Há um gráfico famoso proposto por Henrik Kniberg (desenvolvedor e designer que atuou no jogo Minecraft) que exemplifica bem como um MVP deve ser. Como ele explica, o objetivo é que as funcionalidades sejam averiguadas, e não uma ideia fechada do produto em si.

Portanto, lançar um Mínimo Produto Viável não é o mesmo que lançar algo incompleto, mas sim uma versão de menor fidelidade com a mesma utilidade. No exemplo dele, para criar um carro, ao invés de começar lançando uma roda, comece com um veículo menor, como um skate.

Exemplo da criação de um MVP de henrik kniberg
Exemplo da criação de um MVP, conforme proposto por Henrik Kniberg. Imagem: Henrik Kniberg/Reprodução.

Um exemplo que podemos citar e que segue essa ideia é o MVP do Airbnb. Em 2007, os designers Brian Chesky e Joe Gebbia iriam participar de uma conferência de design na cidade em que residiam (San Francisco) e observaram que boa parte dos hotéis da cidade estavam totalmente ocupados.

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A partir disso, resolveram testar se as pessoas pagariam para se hospedar no próprio apartamento deles por um preço mais acessível. Para comprovar essa hipótese, eles criaram um site simples com algumas fotos do local e divulgaram para os colegas (ou seja, um grupo que correspondia ao público-alvo). Nessa primeira experiência, eles conseguiram três hóspedes. 

O próximo passo foi fazer um novo teste, dessa vez durante o festival SXSW, em Austin. Eles fizeram aprimoramentos no MVP e incluíram novos apartamentos para divulgação, conseguindo mais dois hóspedes. Com os feedbacks das experiências, Brian e Joe puderam avançar com o desenvolvimento, incluindo funcionalidades de pagamento, avaliações, novos modelos de moradia, entre outros tópicos. 

Desde o início, o objetivo do Airbnb foi o mesmo, porém a ideia foi validada, e a partir daí, foram feitos novos ajustes e completos, até o produto chegar à versão definitiva como conhecemos hoje em dia.

Como criar um Mínimo Produto Viável?

Criar um MVP é essencial e construí-lo não é difícil, desde que você saiba como fazer isso. Portanto, listamos abaixo as três principais etapas que você precisa seguir até dar prosseguimento com o desenvolvimento do produto.

1. Identificar o problema e criar proposta de valor

O processo se inicia ainda na etapa de hipóteses. Para isso, defina juntamente com a sua equipe qual o objetivo do produto que vocês pretendem criar e qual problema ele deve solucionar. O ideal é que esses pontos sejam resumidos em poucas frases.

grupo de startup criando um mvp
Antes de criar seu MVP, é importante criar uma proposta de valor juntamente com seu time.

Em seguida, desenvolva com seu time uma proposta de valor, que será uma versão simplificada e de baixo custo, mas que resolva o mesmo problema. 

2. Testagem com público-alvo

Para a testagem, você precisará de um grupo de usuários que se assemelhe ao público-alvo do seu produto. Nessa etapa, ele pode ser formado de conhecidos ou até mesmo leads captados em redes sociais ou landing pages. 

Ao mostrar o MVP a eles, peça que eles deem opiniões sobre pontos fortes e fracos, e respondam se eles acreditam que esse produto resolve o problema que ele se propõe a resolver. 

3. Iteração

Por fim, chegou o momento de analisar e sintetizar tudo o que você realizou até o momento para dar prosseguimento no projeto. Essa etapa é chamada comumente de iteração.

Para isso, observe todos os feedbacks e analise se o que foi observado faz sentido de acordo com a proposta do teste. Se preciso, você pode realizar novos testes mudando um pouco o perfil dos grupos para ter dados sob outra ótica. Se sua hipótese inicial não se mostrar promissora, você pode recomeçar todo o processo e criar um novo MVP.

Ao finalizar essa etapa, você está pronto para dar os próximos passos na criação do produto! 

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